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Mostrando postagens de Janeiro, 2018

NATALIE PORTMAN CONTRA HOLLYWOOD: "VIVI NUM AMBIENTE DE TERRORISMO SEXUAL AOS 13 ANOS"

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Natalie Portman contra Hollywood: “Vivi num ambiente de terrorismo sexual aos 13 anos”
Atriz revelou os traumas que sofreu ao conseguir a fama com seu papel em ‘O Profissional’
A atriz Natalie Portman participa da marcha das mulheres em Los Angeles.EMMA MCINTYREAFP
Natalie Portman é um dos rostos mais visíveis da plataforma contra o assédio sexual e a discriminação Time’s Up. Semana passada, ela expressou ante Oprah Winfrey a sentença “Dylan, eu acredito em você” que outros artistas agora entoam. É também a artífice do “E aqui estão todos os homens indicados” que anunciou — e viralizou — no Globo de Ouro, ao apresentar o prêmio de melhor direção.

A atriz também subiu ao palco da Marcha das Mulheres realizada em Los Angeles no sábado passado, com artistas como Viola Davis e Eva Longoria. Diante da multidão, decidiu dividir suas experiências traumáticas na indústria do cinema, especialmente no início, quando filmou 

CENTENAS DE MILHARES DE MULHERES SE MANIFESTAM NAS GRANDES CIDADES DOS EUA CONTRA TRUMP E O MACHISMO

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A marcha das mulheres em Washington (Seattle)JASON REDMONDAFPCentenas de milhares de mulheres se manifestam nas grandes cidades dos EUA contra Trump e o machismo Um ano depois da primeira mobilização, o alvo são as eleições legislativas de 2018Milhares de pessoas se manifestaram neste sábado (20) em Washington, Nova York, Los Angeles e dezenas de outras cidades importantes dos Estados Unidos contra as políticas conservadoras de Donald Trump, quando se completa um ano de sua chegada à Casa Branca e, também, de uma primeira Marcha das Mulheres que - então não se sabia - seria o primeiro símbolo de um tremendo vendaval feminista em escala global. Entre camisetas com o rosto da Princesa Leia, a heroína de Star Wars, citações históricas de Eleanor Roosevelt e múltiplas referências a pussy (gíria norte-americana para vagina) - “Pussy power”, “Esta pussy tem garras”, “Sou a única proprietária da minha pussy” - o protesto mostrou sua musculatura ao longo do espelho d’água do monumento a Lincol…

PRIMAVERA FEMINISTA NO BRASIL

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Manifestantes em defesa dos direitos das mulheres em protesto nesta quinta-feira o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, na Avenida Paulista, em São Paulo.ROBERTO PARIZOTTISECOM CUTPrimavera feminista no Brasil
Em outras nações, as mulheres lutam por salários iguais. No Brasil, para não retrocederem em suas conquistas

Em 31 de outubro de 2017, cerca de 15.000 mulheres brasileiras saíram às ruas em São Paulo e outros milhares em outras grandes cidades do país. O protesto se reproduziu nesta quinta-feira, voltará amanhã e se repetirá no final do mês. Não é comum que as mulheres brasileiras saiam à rua para dizer “basta” ao machismo. Por isso, é algo que surpreendeu os cidadãos. Até o ponto de haver revistas, como Época, que batizaram a questão como “a primavera das mulheres brasileiras”.

Há várias razões para essa explosão social não antecipada e imprevisível. Uma delas começou a engendrar-se após a realização, há algumas semanas, da edição brasileira do Masterchef infantil. As redes sociai…

DA QUEIMA DO SUTIÃ AO TIME'S UP: OS DESAFIOS DA MUDANÇA GERACIONAL NO FEMINISMO

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Mulheres se manifestam em apoio ao movimento #metoo em Estocolmo, Suécia, no dia 14 de janeiro.JONAS EKSTROMERAFP
Da queima do sutiã ao Time's Up: os desafios da mudança geracional no feminismo

Ao invés de desaprovar táticas, seria mais produtivo aproveitar o debate para discutir os bloqueios que impedem o avanço de pautas históricas em nível institucional
Pela sua visibilidade global, os eventos de premiação cultural vêm se tornando palco de contestação das desigualdades de raça e gênero no mundo do entretenimento, especialmente do cinema e da televisão. Foram protestos contra a desigualdade salarial de mulheres em Hollywood, no Oscar 2015; contra a seletividade racial na composição de elencos de atores e das próprias listas de indicação a prêmios, no Oscar 2016; e contra os casos de assédio sexual, supostamente protagonizados por produtores e atores deram a tônica do Globo de Ouro, no último 7 de janeiro. A onda de acusações públicas de assédio sexual em Hollywood, em curso desde o…

CINEMA,MULHERES E A SUA EMPRESA - O ASSÉDIO SEXUAL E A DISCRIMINAÇÃO DE GÊNERO NA EMPRESA

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Cinema, mulheres e a sua empresa

Ainda ecoa o discurso da atriz e apresentadora Oprah Winfrey, após ganhar no último domingo (7) um prêmio do Globo de Ouro 2018. Em um potente discurso, ela falou sobre racismo e a força das mulheres. Mais de 300 atrizes, roteiristas, diretoras, agentes e outras executivas da indústria do entretenimento se vestiram de preto como parte de um movimento para enfrentar a generalização do assédio sexual em Hollywood. É uma causa, entretanto, que não deve se restringir ao cinema e muito menos a famosos. A discriminação de gênero acontece no mundo dos negócios, na rotina de uma empresa. Segundo dados da Secretaria de Políticas para as Mulheres, ligada ao governo federal, do total de registros feitos pelo Disque 180, 6% se referem a casos de assédio sexual no trabalho. Não é pouco. E é bom pontuar que uma a cada três mulheres sente que não há garantia de sigilo e proteção para denunciar casos de assédio, ofensa, ou situações de desigualdade de gênero nas empresa…

FEMINISTAS ACUSAM MANIFESTO DE CATHERINE DENEUVE DE "BANALISAR A VIOLÊNCIA SEXUAL"

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A feminista Caroline de Haas, autora do artigo em resposta ao manifesto, em uma fotografia de 2016.JOEL SAGETAFPFeministas acusam manifesto de Catherine Deneuve de “banalizar a violência sexual” Ativistas e políticas francesas respondem ao manifesto assinado por artistas e intelectuais
Não, não se trata de uma nova onda de “puritanismo”. E sim, há uma grande diferença entre seduzir e assediar. Cerca de trinta feministas e ativistas responderam duramente ao manifesto publicado na segunda-feira no jornal Le Monde e assinado por uma centena de intelectuais e artistas como Catherine Deneuve que, diante do “puritanismo” e das “acusações e denúncias públicas” de homens iniciadas depois do escândalo Weinstein com a campanha do #MeToo nas redes sociais, defendem “a liberdade de incomodar” como algo “indispensável para a liberdade sexual”. Em um artigo em resposta ao manifesto, escrito pela feminista Caroline de Haas e publicado no site da emissora de rádio France Info, as ativistas lamentam que …