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Mostrando postagens de Outubro, 2016

EU NAO SOU O QUE ME ACONTECE,EU SOU O QUE ESCOLHO ME TORNAR

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Eu não sou o que me acontece eu sou o que escolho me tornar.
Eu não sou o que me acontece eu sou o que escolho me tornar. Carl Gustav Jung
Chega um ponto nas nossas vidas, onde a gente começa a se questionar se vamos continuar sofrendo, ou se vamos erguer nossas cabeças. Tem pessoas que demoram anos e anos para chegar a essa reflexão, tem outras que sequer chegam e tem você, alguém que foi atraído a esse tema e está lendo esse texto. Você aparentemente decidiu se questionar se quer continuar sendo vítima do que te acontece ou se vai começar a se responsabilizar pelas expectativas frustradas que vem experienciando e que Ô gostinho amargo tem essas expectativas não?! 
- Ai dói, dói muito não ter nossas expectativas correspondidas de acordo com que desejamos, com que sonhamos e cada vez eu me decepciono mais, to começando a acreditar que o amor não existe, ou que amar é só para os outros e não para mim e mimimi.               PARA!- Vou fazer aquele(a) idiota ver o que ele está perdendo, vou…

COMO SABER SE O SEU RELACIONAMENTO É ABUSIVO ?

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Como saber se o meu relacionamento é abusivo?Tem gente que acha que relacionamento lésbico não têm dessas de abuso só porque é entre duas mulheres. Acontece que todos os dias muitas lésbicas sofrem com reprodução de machismo e com abusos praticados por suas companheiras. Acredito que existem três bases de um relacionamento que mostram claramente quando uma pessoa está saindo prejudicada e a outra não. Começando por…

Comunicação! Na minha opinião essa é a mais importante de todas num relacionamento, porque é a comunicação que tem o poder de mudar opiniões, de alterar memórias, de manipular… Todo relacionamento abusivo tem uma comunicação suspeita. Sempre uma fala mais do que a outra, sempre uma entra na discussão com certeza de que estava certa e acaba se sentindo culpada, sempre uma sente receio de falar certas coisas enquanto a outra não; algumas até com o tempo acostumam-se a nunca falar nada e só ouvir. Todas essas situações mostram a superioridade de uma sobre a outra e isso não é leg…

NÃO PERGUNTE A UMA PESSOA TRANSEXUAL SOBRE CIRURGIA

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Não pergunte a uma pessoa trans sobre cirurgia.(Texto original: Christin Scarlett Milloy, para Slate.) (Tradução livre: Bianka, Sapatomica) Eu já falei sobre vários tópicos trans, mas, ao contrário de outres escritores trans, preferi evitar de compartilhar pensamentos e sentimentos pessoais em relação ao meu corpo (mesmo quando me perguntaram). Pessoalmente, eu evitei insistentemente revelar publicamente meu status cirúrgico: se eu estou ou não em fase pré, pós, atual de operação. Em outras palavras, se meu corpo trans inclui ou não seu pênis original de fábrica, se deixo pra cima ou pra baixo ou de lado, ou se tenho uma vulva cirurgicamente esculpida pelas mãos cuidadosas do maior cirurgião plástico do mundo. A experiência trans é constantemente mal representada como uma “mulher presa” ou “vivendo em um corpo de homem” (ou vice e versa). Sabendo que esse estereótipo apaga e invalida as experiências de pessoas não binárias e queer, é incrivelmente frustrante lidar com minha própria exper…

VOCÊ SABE O QUE É SER LÉSBICA ?

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Você sabe o que é ser lésbica? Algum tempo atrás eu achava que era bem fácil responder essa pergunta. Bastava traduzir o significado científico, ou seja: uma mulher que sente atração por mulheres. Mas acontece que, quanto mais o tempo passa, mais complicada essa pergunta me parece. Dizer que sinto atração por mulheres não define por completo; parece vazio e não traduz a minha história e a de outras as mulheres lésbicas como eu. Não traduz nossa luta, não traduz o que aprendemos por sermos quem somos, não traduz os sacrifícios que precisamos fazer por nossa felicidade, não traduz as violências que sofremos constantemente, não traduz nossa constante invisibilidade diante da sociedade… É vazio. Ser lésbica é sentir-se diferente, sozinha, errada, doente, odiada e tantos outros adjetivos assim que percebo que não faço parte da heteronormatividade, daquilo que a sociedade diz que é o “certo”. Ser lésbica é sentir pavor e pânico só de cogitar contar pra minha família, amigos ou colegas de trabal…

CONTO DE FADAS BRASILEIRO FALA DE AMOR ENTRE DUAS MULHERES

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Conto de fadas brasileiro fala sobre o amor entre duas mulheres Quem disse que o “felizes para sempre” precisa ser sempre igual?
 Nem adormecida, nem aceitando casar com um desconhecido, nem à espera do bonitão num cavalo branco... convenhamos, essa fórmula já está um pouco batida. Desde "Mulan" até "Frozen", passando pela "Princesa e o Sapo", felizmente estamos vendo algumas mudanças no conceito de conto de fadas. Mas a psicóloga Janaína Leslão quis ir além. "Até onde pesquisei esse é o primeiro conto de fadas de amor entre mulheres, no Brasil e no mundo. Existem sim outros livros sobre casais de mulheres voltados para o público infanto-juvenil, mas não são do gênero conto de fadas, que é bem específico", diz a autora de "A Princesa e a Costureira".   Recém lançado, após cinco anos de trabalho e uma campanha de crowdfunding, o livro conta a história da princesa Cíntia, que está prometida em casamento, mas acaba se apaixonando pela costur…

SOBRE (IN)VISIBILIDADE LÉSBICA

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Sobre (in)visibilidade lésbica Porque (ainda!) precisamos falar sobre silenciamento, estupro corretivo e objetificação. Precisamos mesmo!
No grande espectro LGBTQIA+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros, Intersexuais, Agêneros e além), é comum acreditar que as pautas desse grupo são sempre as mesmas e que termos específicos - como lesbofobia e bifobia - são desnecessários. Em tempo: o combate à discriminação contra os indivíduos que não seguem o modelo tradicional de gênero e sexualidade continua sendo a luta fundamental de toda a comunidade LGBTQIA+, o que não significa que as pautas específicas sejam menos importantes. Só que elas são constantemente negligenciadas. 
Do lado de lá - o lado que sempre foi representado e lembrado ao longo da história - esse papo é mimimi. Do lado de cá, é invisibilidade. E que fique claro que a nossa meta não é segregar o mundo num embate resumido em Eles vs. Nós. Mas no cenário vigente de discriminação e silenciamento constantes, é preciso cair na r…